Caderninho

Flambant Neuf!

Tantos Títulos

Escrever dói. Eu preciso, muitas vezes eu preciso. Mas tantas outras eu acho tudo tão… Exagerado. Excesso de romance nas épocas felizes, excesso de drama em períodos tristes, excesso de qualquer coisa em qualquer situação, porque sempre há um defeito a ser posto. E uma vez ou outra talvez eu até deixe de escrever, mesmo precisando, porque acho que vai ficar qualquer coisa de excessivo. Mas eu sei que não devo.

Sei que não devo, porque pra escrever é preciso ser intensa. Senão ninguém lê. Nem eu, até porque não escrevo, não extravaso. Escrever dói, porque significa que algo deve ser posto para fora. Há cantos para serem aparados, vazamentos a serem selados, partos a serem feitos, sacrifícios e esforços. Senão continua doendo. Não que seja (sempre) ruim, mas até os sentimentos bons doem, quando em excesso. É preciso escrever, é preciso extravasar, é preciso doer e é preciso repetir algumas palavras e idéias, às vezes.
Para que não doam mais.

Para que não doam. Não doam. Doam. Talvez a conjugação confusa não seja por acaso. Talvez escrever doa justamente porque consiste em se dar e doar seus excessos ao papel. Se mostrar, assim, tão intensamente, dói. A exposição dói porque é se doar. Escrever dói. Mas muitas vezes eu preciso. Preciso repetir algumas palavras e idéias, às vezes. Qualquer coisa de excessivo.

20.08.08

1 Comentário»

  Marcus “Uço” escrito @

Escrever, pra mim, é complexo. :T


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